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sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Sem hora para acabar , parte 2

Desespero não é a palavra. Pensar nela, para ela não faz diferença alguma. Se essa mulher que largou sua vida para dar a vida a ela, não a satisfaz, quem  dirá eu que , em ano que mal se respira (vestibular), mal pode ir visitar.

As coisas mudaram, mudaram muito mais do que já se podia imaginar antes. Cada dia que passa algo acontece. Cada vez que o telefone toca a historia é repetida, mas sempre um pouco diferente , de acordo com o nível de parentesco. 
Já faz um mês. 

Cada dia que passa uma nova reclamação. Ela diz que não há amor, não há atenção, mal sabe ela. Ela alega não darmos a minima , mal sabe ela o que se passa. Mal sabe ela quantas lagrimas já foram derramadas, mal sabe ela a tamanha preocupação de cada um. Ela não sabe quantas orações ela já esteve presente, quantas missas citaram seu nome, quantas pessoas perguntaram sua situação. Ela não sabe e se soubesse já não da para saber se mudaria. 

Não é fácil. Não é. As lagrimas não ajudarão. A ajuda tem que ser reciproca. 
Desespero já é pequeno. 
"Ela não parece a mesma pessoa"  - todos questionam aquela mulher cheia de vida, cheia de historias, de viagens e fofocas. Cade? Talvez, nem ela saiba. 

As forças, não só dela, estão no fim. Mas o medo maior é o de acabar. Desistir... Não. 

E mais uma vez, só nós resta pedir para essa força superior, para Deus, para ela, para todos nós, podermos mudar algo, para que ela possa um dia voltar a ser quem era, estar onde estava, viver como vivia.

Saudade! Se ela soubesse tudo que esta aqui dentro... Se eu pudesse saber tudo o que está lá dentro...

Talvez ela nunca saiba, mas o esse amor já nem tem tamanho de tão grande.



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