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quinta-feira, 14 de março de 2019

segunda-feira, 5 de março de 2018

A confusão de nossos nós.

               
            Quando nos perdemos dentro da nossa confusão, achar o inicio da sequencia de nós parece a melhor saída para começar a desenroscar um por um na linha que trouxe até aqui. 
Foi bem o que eu fiz. E por mais distantes que todos os textos escritos aqui e pelos cadernos perdidos na minha rotina, eles sempre falavam muito sobre quem eu fui ou eu quem eu queria ser. Ali, perdido entre palavras doces ou bagunçadas, descrevendo um amor passageiro ou profundo, entre as entrelinhas que se perdem nas leituras, eu estava registrada. 
Não foi uma viagem fácil ao meu passado, e nada simples. Mas depois de muita releitura desses trechos cheios de mim, eu achei a ponta inicial dos nós que me trazem até aqui e comecei a desenrosca-los. 
              Eu que sempre escrevi sobre paixão, amor, sentimentos, sorrisos e tudo aquilo que me encantada, ao mesmo tempo que fazia eu me perder, percebi que o erro que me levava diariamente a criar diversos nós sobrepondo outros era a falta daquilo tudo que eu tinha para todos, menos para mim. A falta do amor para aquela que se via no espelho diariamente, mas a sobra de paixão que fazia doer o estomago para aqueles que cruzavam meu caminho. Percebi que só existiam dois extremos dessa linha toda enroscada que eu chamo de vida. O inicio de onde me perdi, e a saída da confusão, agora bem definida: O Amor Próprio. 

            Por que é fácil descrevermos todas as qualidades e sensações de outro alguém, e tão difícil fazer o mesmo por nós? 
            Esse blog toma seu ponto de (re) partida aqui e agora, em busca de outros focos a serem descritos. Em busca de motivos para escrever, mas não os achando no mundo a fora, mas sim na imensidão que existe aqui dentro de mim. Afinal, você já viu como você esta bonita hoje? Já notou aquele seu trejeito tímido de quando recebe um elogio e mexe nos cabelos? Ou já respondeu para si a pergunta: "quais são minhas melhores qualidades?" 


E hoje eu falo de mim. 

domingo, 18 de junho de 2017

Francano

Não que eu não tenha tentado escrever antes. Nem que eu não tenha motivos para isso. 
Como você na minha vida, escrever sobre a sua pessoa é mais complexo do que se pode ver. Mas quando se deixa levar por esse sorriso, não tem pessoa que não se encante e se perca um pouco ali, nos segundos que somos contemplados por esse ato tão singelo e cativante. Não tem inimizade, tristeza ou dor que teime em existir nesses segundos do seu sorriso. Não qualquer sorriso, mas esse. Esse mesmo que tive a sorte grande de captar dia desses. 

Você chegou, francano, a um bom tempo. Como quem não queria nada, e que não viera para grande estadia. Trouxe mala de mão, jogou minhas certezas machucadas para o canto, com todo seu tamanho foi se ajeitando, gastou as horas como quem fosse ficar na primeira, desdenhou como quem confirmasse sua estadia breve, e de repente enfincou suas raizes rasas em minhas terras surradas. Mostrou que na mala de mão tinha tudo que precisava para ficar o quanto precisasse. Sentiu-se em casa e fez do espaço bagunçado do meu coração, lar. Não fez sua morada, mas sim um daqueles lares feito republicas, que por mais que não sejam eternos, são nosso lar pelo tempo que precisar. E aqui está. 
Eu que me deixei ganhar, sem muita resistência, ignorei a bagunça diária dentro das minhas velhas certezas, me deixei aprender seus novos jeitos de viver. Novos para mim. 
Aprendi um novo método de gostar. Nada dentro dos padrões que eu carregava na bagagem, mas que tu me afirmava ser o único jeito possível.
 Acreditei e embarquei nessa viagem muito louca que é gostar de você. Que é viver agoniada com a certeza do seu atraso, mas com uma pontinha de esperança da pontualidade. Que é abrir mão da atenção diária e acostumar com a falta de resposta rápida, mas ainda com a esperança de um "oi mozi" perdido por ali. Que é diariamente treinar a paciência com cada frase ignorada com a sua atenção voltada para qualquer outra pauta rs. 
Mas que é também comida boa depois de uma semana corrida sem tempo de respirar. Que é carinho e cuidado durante um resfriado que só eu sei. Que é a rotina de dividir um colchão de solteiro e achar que foi feito para nos dois de tão bem. Que é fins de semana em franca. Que é família, amigos e afilhadas. Que é seus trejeitos que são opostos aos meus.
 É uma porção de tantas coisas, ainda inumeradas, que me fazem ficar.
 É você sorrindo assim em cada coisa idiota que eu faço só para ter alguns disso tudo em um simples gesto singular e tão seu. 


Não somos, nem de longe, o melhor casal que existe. Nem mesmo os melhores namorados possíveis. Mas, francano, enquanto houver esse sorriso destinado a mim... ta tudo bem. 

Obrigada pela paciência. E a falta dela rs

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

11:49



Eu to querendo a escrever a tempos. Parei e notei que eu só tenho coisas a dizer quanto sinto demais: Amor demais, tristeza demais, raiva demais, decepção demais, confusão demais... 
Talvez eu andasse sem sentir nada, ou sentindo nada perto dos meus limites. Ou talvez eu tenha, esse tempo todo, guardado tudo isso aqui, nesse peito que mal abriga bem meu coração ou o resto que sobrou dele. 

Hoje que resolvi quebrar o silêncio. Sinto aquela confusão de "por onde começar?", já que tantos limites estão sendo ultrapassados, e me faltam palavras e tempo para falar de tanta coisa ao mesmo tempo. 
 Viver no limite é uma bosta, mas viver sem sentir é pior ainda.

 Hoje meus olhos inchados falam por mim, enquanto eu ponho as ideias no lugar e volto aqui aos poucos para transformar todos os limites em escritas confusas que fazem sentido apenas para mim. 





 Enquanto isso... os olhos continuam inchados, o sono continua maior que eu, e o as gargalhadas cada vez mais espaçadas no espaço tempo

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Carta não enviada, sem destino.

Amigo,



Sabe, faz tempos que não tenho vontade de escrever. Nesse meio tempo, de quase dois anos, eu revirei esse blog como quem olha as fotos da infância, recordando cada frase digitada por cada situação vivida. É louco.

A Amanda que escreve hoje, querido, não é nem de longe a Amanda que escreveu o último texto que aqui se encontra e que não me recordo bem se você chegou a ler.
A Amanda que te escreve hoje não é a Amanda que você conheceu, como você com certeza não é o mesmo daquela tarde pacata.
Sabe, não consegui escrever um mísero rascunho nesse blog nesse meio tempo, mas sabe quantos papéis viraram rascunho e se perderam na escuridao do lixo cibernetico destinados a você nesse meio tempo? Não me recordo bem, pois parei de contat depois da trigésima.

Talvez seja pura ilusão a minha que as minhas rotinas ainda lhe interessem, querido. Talves seja pura ilusão a minha que se um desses meua rasculhos contanto qualquer coisa corriqueira com minha dramatização normal, fosse de fato enviado que você ainda se interessaria e retornaria empolgado com suas conclusões racionais sobre os meua fatos subjetivos. Ou será pura ilusão a minha que um dia tal empolgação existiu? Eu prefiro acreditar que sim.


A verdade, querido, é que aquele café ta de pé e que cada ano que passa ele parece mais irreal e isso é louco. A verdade é que nossa mente nos engana da maneira que queremos, e a minha quer acreditar que ainda importa.


Eu deixei todas as certezas para trás e embarquei em um mundo maluco, você não tem ideia! O mundo adulto é uma loucura daquelas horríveis, que te fazem querer ficar na cama todo dia e agarrar os joelhos em quanto chora querendo voltar ao ventre que nos acolheu por meses. Acho que aquela época eu ainda vivia na minha redoma de um mundo ideal, que eu tentei levar a ti e a todos a minha volta e que de repente se quebrou e não consegui maia compartilhar. Você me avisou, é fato. É você continua vivendo a aquela vida adulta certa e cheia de certezas? Que louco não saber...


Além das certezas que deixei para trás, comecei a tentar me arriscar e querido, deu merda. DEU MUITA MERDA! E as vezes procuro colos para chorar, para lamentar e nem sempre encontro aquilo que procuro. É louco, mas ainda estou perdida nesse mar que me arrisquei e não sei mais como sair dele. Você com certeza diria: Eu AVISEI! E avisou, não é? Demorou, mas toda a merda que voce previu, eu fiz. Até que achei, em alguns momentos, que não faria, mas você me conheceu bem e uma hora isso ia acontecer, e aconteceu. E demorei 1 ano e 9 meses para isso. Não é louco?


A verdade é que agora eu não sei quem eu sou, quem eu fui e o que de fato foi real até aqui. Ou o que vai ser daqui para frente. Diferente de você que tinha toda a vida planejada, eu tentei, mas mergulhei no mar de indecisão e aqui estou. Desculpa por duvidar disso. Mas você nunca foi o dono da razão como sempre acreditou e acredito que trm aprendido isso também. Não é louco?


A vida é uma caixinha de surpresas e nossas certezas viram incertezas em um piscar de olhos. Nunca duvide disso. Que a vida lhe ensine que as vezes sair do plano pode valer e muito a pena!


Voa! Voa alto, voa longe! Conquista todo esse mundão que é seu. Tira esses medos e inseguranças das suas costas e arrisca também! Vai! Só vai! E quem sabe um dia volta, escreve e esquece de apagar. Me envia. Que eu sempre vou torcer por você, amigo.


Até breve,
Amanda

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Novamente eu sou Prisioneiro.
Prisioneira de um amor (in)finito.

É simples, não acreditamos, achamos loucura e até rimos de terceiros, até que ele chega. Não pede licença. Pode chegar chegando, vir de mansinho, levar anos pra das as caras ou chegar bagunçando sua vida, como aconteceu comigo.

Você não acredita nesse tal de amor, até que ele te pega de jeito, do jeito que mesmo você não o querendo, ele impregna, gruda. Você foge, você corre, não aceita, até que acorda nos braços de quem o trouxe. Ai, meu amigo, é tarde demais para fazer o que quer que seja.

Você mergulha. Mergulha como se não houve o amanhã, mergulha com as expectativas, com os desejos, com sua bagagem de vida toda. Você mergulha tão fundo com tudo que não percebe quanta falta de ar sentirá caso precise voltar a superfície. Corações aventureiros, em seu primeiro, segundo mergulho , agem assim.

Até que aquele mar de paixão vai mudando, você muda, ele muda e com vocês o amor também. Você sente a necessidade de respirar fora, sente vontade de simplesmente respirar sem aparelhos. Mas não é bem assim.



Depois de tanto tempo de mergulho, hoje estou para fora. Passei tanto tempo submersa que estranho o mundo agora.

O amor não me deixou, e por isso eu ainda corro tentando voltar para aqueles braços que me envolviam toda manha. Aqueles braços que me ampararam quando tive frio, me carregaram quando tive dor, me ergueram quando cai. Braços que vinham com o coração que foi meu, foi meu enquanto o meu estava em seu lugar. Coração que vivia em um lugar frio, mas que o esquentei, da mesma forma que o vejo esfriar.

Eu me recuso a dizer que esse é o fim. Eu reluto, luto. Luto, porque como todo prisioneiro, eu não quero me libertar, pois ainda acredito que vai voltar a chover, chover no meu coração que secou, chover pra voltar a florecer aquelas botões de amor, que não morreram, apenas precisam ser renovados.


Sei bem que os opostos se atraem, eles aprendem a lidar com as diferenças, aprendem juntos e crescem. Aprendem, não mudam para serem iguais, pois quando iguais, não haverá mais atração.
Para variar, meu bem, você não esta mais comigo, para piorar, eu continuo errando, e você continua teimando em não ouvir seu coração, que por mais machucado, como o meu, , acredito que ainda quer estar junto a mim.

O tempo passa e eu fico aqui "rezando para um dia você se encontrar e perceber que o que falta em você sou eu" .


Porque no fim das contas, menino, o casamento perfeito acontece entre o racional e o emotivo.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014