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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

22:44 - uma carta não entregue

Querido,

Sei que tenho muito a dizer, ou nem tanto, mas qualquer coisa se torna muito a partir do momento que mau consigo formar as palavras ao falar contigo sobre assuntos banais. Mesmo assim, mesmo quando olhares se perdem procurando outros pontos ao redor para tomar foco, não foco, mas coragem para manter um assunto sem perder o fio de raciocínio,  posso perceber bem o que esta sentindo, o que mudou de uma semana para outra, desde o corte de cabelo, a uma blusa "nova", mas além dessas banalidades matérias  percebo bem que seu coração transborda sentidos por seus olhos que logo entregam seu estado de espirito. Esse que venho, por meio desta, por em pauta.
De uns dias para cá eles não brilham mais, não brilham como brilhavam ao falar daquela tão famosa amada sua, não brilham como quando dizia da beleza de coisas ainda incompreendidas por mim, da saudade gigante que tem daquelas vidas; eles, de uns dias para cá transbordam tristeza, uma tristeza sem tamanho que chega a me doer o coração, que jamais eu confundiria com seus olhos de sono, mas olhos tristes, olhos de quem não só deixou de dormir, perdeu aquele material de "status", mas olhos que dizem mais.
Me preocupa, querido. A vida não é fácil  e quem sou eu para lhe dizer isso, uma pequena menina mimada, mais do que eu, você sabe disso. Porém existem pessoas nessa vida que me cativam e tamanho cativo que tenho por essas que me sinto "eternamente responsável" , responsável por plantar nem que seja um brotinho pequeno de felicidade ou sorrisos em cada um.
Querido, sei bem que minha palavras não chegarão a ti, e que se chegarem, não saberás que são, então eu só queria dizer que eu ainda vou agradecer por cada sorriso , por mais estranho, que me trouxe.

Não será fácil, mas como sempre te digo, estarei sempre aqui, por mais que não acredite. Esperando ouvir esses olhos me dizerem qualquer bobagem rotineira para eu saber que tudo esta de fato muito bem.


Um abraço, 
Amanda

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