Não uma simples falta de paciência, mas uma coisa bem maior que toma conta de um "ariano" (como gostam de chamar) quando a rotina toma conta de seus dias.
É um mix de entre a impaciência, agonia. Algo inexplicável que o deixa inquieto a procura de coisas novas. Um fome enorme por novidade.
Eis ai o ponto inicial desse pequeno momento.
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Tic tac, tic tac, tic tac.
Tec tec tec tec tec tec
Tum, tum tum, tum.
É bem assim que ele chega sorrateiro, esse tal do desespero, destacando cada menor possível ruido que lhe cercava. Era só o começo, ela sabia bem.
Não se podia pedir licença, ele não respeitava nem o sorriso aberto que algumas fotos conquistaram. Mas é claro, por pouco tempo. Não se podia pedir foco, seus sentidos pareciam entrar em uma pane geral, na qual não queriam se acompanhar, olhava um para cada lado. Até o danado do coração entrava nessa dança e começa a farrear.
Enquanto seus olhos liam, a mente ignorava, pensando naquele tal fulano, por pura rebeldia. Já os dedos batiam um por um nas letras impressas no teclado, tentando terminar aquele trabalho, mas digitando letras perdidas de todo e qualquer nexo. Os ouvidos queriam se controlar e ouvir apenas os seus pensamentos, mas a tv ligada contra a vontade da menina puxavam e lançavam ondas sonoras impossíveis de se gostar e ignorar, por mais que quisesse.
Se já não bastasse tamanha confusão, o coração que a tempos não se dava ao trabalho de falar, resolveu também atrapalhar e gritar constantemente por aqueles pensamentos que ele via passar.
Desligar, entrar em piloto automático, hibernar e impedir do seu corpo se rebelar, ela pensou. Talvez, se a cabeça não tivesse sido mais rápida e ligeira ao esconder o tal do sono e qualquer parente seu que pudesse se encontrar por lá.
Restou então enfrentar...
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