Novamente eu sou Prisioneiro.
Prisioneira de um amor (in)finito.
É simples, não acreditamos, achamos loucura e até rimos de terceiros, até que ele chega. Não pede licença. Pode chegar chegando, vir de mansinho, levar anos pra das as caras ou chegar bagunçando sua vida, como aconteceu comigo.
Você não acredita nesse tal de amor, até que ele te pega de jeito, do jeito que mesmo você não o querendo, ele impregna, gruda. Você foge, você corre, não aceita, até que acorda nos braços de quem o trouxe. Ai, meu amigo, é tarde demais para fazer o que quer que seja.
Você mergulha. Mergulha como se não houve o amanhã, mergulha com as expectativas, com os desejos, com sua bagagem de vida toda. Você mergulha tão fundo com tudo que não percebe quanta falta de ar sentirá caso precise voltar a superfície. Corações aventureiros, em seu primeiro, segundo mergulho , agem assim.
Até que aquele mar de paixão vai mudando, você muda, ele muda e com vocês o amor também. Você sente a necessidade de respirar fora, sente vontade de simplesmente respirar sem aparelhos. Mas não é bem assim.
Depois de tanto tempo de mergulho, hoje estou para fora. Passei tanto tempo submersa que estranho o mundo agora.
O amor não me deixou, e por isso eu ainda corro tentando voltar para aqueles braços que me envolviam toda manha. Aqueles braços que me ampararam quando tive frio, me carregaram quando tive dor, me ergueram quando cai. Braços que vinham com o coração que foi meu, foi meu enquanto o meu estava em seu lugar. Coração que vivia em um lugar frio, mas que o esquentei, da mesma forma que o vejo esfriar.
Eu me recuso a dizer que esse é o fim. Eu reluto, luto. Luto, porque como todo prisioneiro, eu não quero me libertar, pois ainda acredito que vai voltar a chover, chover no meu coração que secou, chover pra voltar a florecer aquelas botões de amor, que não morreram, apenas precisam ser renovados.
Sei bem que os opostos se atraem, eles aprendem a lidar com as diferenças, aprendem juntos e crescem. Aprendem, não mudam para serem iguais, pois quando iguais, não haverá mais atração.
Para variar, meu bem, você não esta mais comigo, para piorar, eu continuo errando, e você continua teimando em não ouvir seu coração, que por mais machucado, como o meu, , acredito que ainda quer estar junto a mim.
O tempo passa e eu fico aqui "rezando para um dia você se encontrar e perceber que o que falta em você sou eu" .
Porque no fim das contas, menino, o casamento perfeito acontece entre o racional e o emotivo.
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