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domingo, 18 de junho de 2017

Francano

Não que eu não tenha tentado escrever antes. Nem que eu não tenha motivos para isso. 
Como você na minha vida, escrever sobre a sua pessoa é mais complexo do que se pode ver. Mas quando se deixa levar por esse sorriso, não tem pessoa que não se encante e se perca um pouco ali, nos segundos que somos contemplados por esse ato tão singelo e cativante. Não tem inimizade, tristeza ou dor que teime em existir nesses segundos do seu sorriso. Não qualquer sorriso, mas esse. Esse mesmo que tive a sorte grande de captar dia desses. 

Você chegou, francano, a um bom tempo. Como quem não queria nada, e que não viera para grande estadia. Trouxe mala de mão, jogou minhas certezas machucadas para o canto, com todo seu tamanho foi se ajeitando, gastou as horas como quem fosse ficar na primeira, desdenhou como quem confirmasse sua estadia breve, e de repente enfincou suas raizes rasas em minhas terras surradas. Mostrou que na mala de mão tinha tudo que precisava para ficar o quanto precisasse. Sentiu-se em casa e fez do espaço bagunçado do meu coração, lar. Não fez sua morada, mas sim um daqueles lares feito republicas, que por mais que não sejam eternos, são nosso lar pelo tempo que precisar. E aqui está. 
Eu que me deixei ganhar, sem muita resistência, ignorei a bagunça diária dentro das minhas velhas certezas, me deixei aprender seus novos jeitos de viver. Novos para mim. 
Aprendi um novo método de gostar. Nada dentro dos padrões que eu carregava na bagagem, mas que tu me afirmava ser o único jeito possível.
 Acreditei e embarquei nessa viagem muito louca que é gostar de você. Que é viver agoniada com a certeza do seu atraso, mas com uma pontinha de esperança da pontualidade. Que é abrir mão da atenção diária e acostumar com a falta de resposta rápida, mas ainda com a esperança de um "oi mozi" perdido por ali. Que é diariamente treinar a paciência com cada frase ignorada com a sua atenção voltada para qualquer outra pauta rs. 
Mas que é também comida boa depois de uma semana corrida sem tempo de respirar. Que é carinho e cuidado durante um resfriado que só eu sei. Que é a rotina de dividir um colchão de solteiro e achar que foi feito para nos dois de tão bem. Que é fins de semana em franca. Que é família, amigos e afilhadas. Que é seus trejeitos que são opostos aos meus.
 É uma porção de tantas coisas, ainda inumeradas, que me fazem ficar.
 É você sorrindo assim em cada coisa idiota que eu faço só para ter alguns disso tudo em um simples gesto singular e tão seu. 


Não somos, nem de longe, o melhor casal que existe. Nem mesmo os melhores namorados possíveis. Mas, francano, enquanto houver esse sorriso destinado a mim... ta tudo bem. 

Obrigada pela paciência. E a falta dela rs

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