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segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Quanto tempo?

Faz meses que passou. 
A mais de um mês não vem. Não tem.
E eu que vivia escrevendo pedaços de historias por ai. Que corria para abrir o bloco de notas para não perder nenhum minuto de minhas imaginações que teimavam em chegar nos momentos mais diversos e diferentes possíveis. 
Nem sempre saia aquilo que fora pensado a principio, nunca tive melhor bloco de notas que minha própria mente. Pena que de todas as notas escritas nele eu jamais terei o acesso novamente.Como aquelas antigas redes sociais perdidas no tempo por não lembrar a senha, esse bloco de notas será para sempre estimando e nunca lembrado. Vamos fazer acreditar que é então repleto das melhores historias que nem mesmo J.K. Rowling conseguiria escrever, perdidos nas memorias.
Faz meses que nem mesmo os resquícios desse tal bloco de historias escapam, nada que vai para lá consegue atravessar para esse mundo e ser organizado daquela forma que só eu saberia explicar. Para falar a verdade já tem meses que esse bloco esta fechado, já tão bem guardado que nem lá as historias querem chegar. 

Por que?

Ao olhar para trás, reler e reviver tais momentos, coração fala e replica por não sentir mais nada que valha a pena decorar e transformar em palavras; Tem tempos que até mesmo um singelo "oi" de um total estranho vira motivo de o coração transbordar. Eita saudade. Foi-se o tempo. 


Em tempo difíceis para os sonhadores, coração faz greve, a mente não prende nada, o bloco de notas continua limpo como não ficava em tempos e as mãos ao tentarem transcreverem o que me resta no pensamento, só escreve poesias já prontas de tais artistas que as musicalizaram aos meus ouvidos. 





E assim a moça impaciente aguarda ansiosamente pelo 
clímax de sua atual vida ou quem sabe seu ponto de virada.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

10 horas 10 dias ou quando acabar as dúvidas.

Pode até dizer : "Mas menina, você me conhece como a palma da sua mão". Sei não.
Eu lhe conheço bem melhor que minhas mãos.

Engraçado, por mais que eu veja seu passos, sempre vai me arrancar um sorriso inesperado, um carinho, um bocado. Você é como o cubo magico, por mais que eu o conheça, saiba de cor e salteado, vai ser sempre um desafio te desvendar.

Você me estraga, me mima, vem de mansinho e grita comigo, mexe com meus dias, vem e bagunça, bagunça da maneira mais simétrica possível, onde basta eu encaixar a chave certa e tudo volta a ser sorriso, a longas horas ao telefone, me faz bem. Vem e é minha tulipa.
Tolo é quem diz diferente, mas o amar alguém está para bem mais que o namorar. Eu te amo e não é de hoje, eu te amo e não é como naquela época, é mais bonito.
"Amar quem você é ao estar com alguém"

Eu nunca sei onde sua mente, corpo e alma de fato estão, mas menina, na minha vida sempre vai ter dia para você bagunçar e pintar tudo de laranja.


BOM DIA!

terça-feira, 6 de agosto de 2013

monotonia

Garota da cabeça no ar,
 nunca se sabe onde está.
 Um dia aqui,
outro acolá.

Vai entender

Menino da fala puxada
e cabeça pelada,
tão perto e tão longe,
só vejo distante.
Transborda encanto
que vai e que vem.

Vai entender

Rapaz formado,
já tão acanhado.
Intriga e prende a atenção
a cada curva que faz tua mão
naquela imensidão que brilha.

Vai entender


domingo, 2 de junho de 2013

21:16 de um domingo com cara de três

Dizem aqueles que acreditam na influencia dos astros no modo como agimos, que pessoas nascidas entre um determinado período do ano, que não me recordarei qual, onde esta incluso o tal do dia 22 de março, tem algumas características especificas, mas que no momento destacarei a impaciência.
Não uma simples falta de paciência, mas uma coisa bem maior que toma conta de um "ariano" (como gostam de chamar) quando a rotina toma conta de seus dias.
É um mix de entre a impaciência, agonia. Algo inexplicável que o deixa inquieto a procura de coisas novas. Um fome enorme por novidade.

Eis ai o ponto inicial desse pequeno momento.


Tic tac, tic tac, tic tac.
Tec tec tec tec tec tec
Tum, tum tum, tum.


É bem assim que ele chega sorrateiro, esse tal do desespero, destacando cada menor possível ruido que lhe cercava. Era só o começo, ela sabia bem.
Não se podia pedir licença, ele não respeitava nem o sorriso aberto que algumas fotos conquistaram. Mas é claro, por pouco tempo. Não se podia pedir foco, seus sentidos pareciam entrar em uma pane geral, na qual não queriam se acompanhar, olhava um para cada lado. Até o danado do coração entrava nessa dança e começa a farrear.
Enquanto seus olhos liam, a mente ignorava, pensando naquele tal fulano, por pura rebeldia. Já os dedos batiam um por um nas letras impressas no teclado, tentando terminar aquele trabalho, mas digitando letras perdidas de todo e qualquer nexo. Os ouvidos queriam se controlar e ouvir apenas os seus pensamentos, mas a tv ligada contra a vontade da menina puxavam e lançavam ondas sonoras impossíveis de se gostar e ignorar, por mais que quisesse.
Se já não bastasse tamanha confusão, o coração que a tempos não se dava ao trabalho de falar, resolveu também atrapalhar e gritar constantemente por aqueles pensamentos que ele via passar.
Desligar, entrar em piloto automático, hibernar e impedir do seu corpo se rebelar, ela pensou. Talvez, se a cabeça não tivesse sido mais rápida e ligeira ao esconder o tal do sono e qualquer parente seu que pudesse se encontrar por lá.
Restou então enfrentar...


sábado, 11 de maio de 2013

12:43


Ela ainda cultiva amor por bancos


PARTE I


Em novos mundos, as regras mudam. Não que ela jogasse de acordo com as regras do seu mundo anterior.
Ela, que não costuma ser boa em muitas coisas, não era a mestre em seguir as "regras". Ela simplesmente vivia do seu modo, infingido-as de modo corriqueiro e sem intenção alguma.
Por todos seus tropeços e quedas, desta vez ela resolvera então tentar seguir as regras dessa nova atmosfera, mas seu jeito desajeitado, meio torto e  nunca passara despercebido em meio a suas tentativas.

(...)

segunda-feira, 6 de maio de 2013

00:51 entre os sonhos repetidos


Era dia, o sol brilhava como nunca havia brilhado antes. Encontrei-me em uma atmosfera diferente de tudo que já havia visto, conhecido ou estudado, pensei estar perdida, mas logo um rosto amigo surgiu em meio ao calor que nos deixava tonto, não conseguia nomear o tal amigo que aparecerá, mas sabia que era alguém especial para mim. Começamos a caminhar por uma estrada de pedras que parecia não ter fim, em nossa volta só conseguíamos ver a um palmo de distancia devido à poeira fina que nos cercava. O silencio tomava conta de nossas mentes. Mal conseguíamos ouvir o som de nossa respiração. Até que senti em meus pés algo úmido e frio, nesse momento não conseguia mais expressar nenhuma emoção, um imenso medo tomou conta do meu eu, temi pelo que viria a acontecer. Senti mãos quentes e ásperas tocarem as minhas, mas nada conseguia ver, fechei meus olhos e por aquele momento me senti segura, como se nada mais pudesse me atingir. Instantes depois abri meus olhos, mas dessa vez me encontrei, estava em minha cama, ao meu lado estava ele que dessa vez o reconheci, o rosto amigo, segurava minhas mãos e olhava fixamente em meus olhos, sorrindo como uma criança ingênua ao ganhar seu doce favorito. Olhar para aqueles olhos brilhando me fez esquecer do mundo e os problemas.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

00:49

Você veio para provar coisas para essa garota de cabeça dura.

Veio e sei que bem diferente do que ela acha, não irá tão fácil assim, pelo menos não para a cabeça dela.

Chegou e provou que todos estão muito mais do que corretos com o famoso: "cuidado com o que desejas, pois pode tornar-se realidade", ela sempre desejou aquela neura toda, mas quando a teve viu que a vida não é tão bonita assim como ela imaginava daquele lado, e que nem toda complicação é linda de desvendar.

Um pouco diferente das outras vezes, ela tomou decisões rápido demais e agora fica pensando a casa segundo sobre cada detalhe que antes a tinha feito pensar em deixar como estava. E ela diz, mas ouvir aquela voz não ajuda de nada ela acreditar que foi o certo.