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quinta-feira, 21 de março de 2013

23:33

Um carta para o céu. 


Querida Vó,



Falta de educação a minha não lhe dar bença logo ao pensar em você, não é? Logo eu que chegava a lhe pedir benção mais de 5 vezes ao dia apenas pelo prazer de lembrar como era lhe ouvir dizer aquele cansado e doce "Deus te abençoe". Você nem imagina o quanto eu sinto falta todos os santo dias dessa frase vinda de ti.
Você foi embora e mais uma vez estava certa ao dizer que um dia iria embora e nossas vidas virariam de pernas para o ar sem você aqui; Não acreditávamos, pois nunca imaginávamos que você nós deixaria assim tão rapidamente. Seu cheiro ainda invade aquele quarto toda manha.
Hoje eu venho falar de algo muito maior que a saudade, algo inexplicável que toma conta de mim toda vez que citamos teu nome, quando algum detalhe nesse nosso lar me traz a sensação de que você acabou de chegar dessa sua longa viagem. É, dona Maria, faltam menos de 20 minutos para essa sua menina que você pegou no colo, batizou, cativou, mimou, amou acima de tudo completar então fazer seus 18 anos. Esses 18 anos que toda criança sonha em fazer e que você sempre me alertou que não passava de um sonho tolo, que quando eu chegasse neles eu sentiria na pele o que é ser gente grande e desejaria ser criança novamente. Ele chegou. E se não já triste por si só, ele vem com o gosto mais amargo de pitanga azeda em minha boca a cada lembrança de que esse será meu primeiro ano sem o seu "Que Deus te abençoe, parabéns!" , junto com uma lembrança que sempre se fazia necessária.
Esse ano eu não estava desejando passar por esse dia, podia simplesmente pular-lo, porque eu realmente não sei como vai ser não poder esperar para qualquer hora do dia você vir com aquele seu sorriso meio escondido, seu abraço meio desajeitado  suas palavras sempre tão sabias e me parabenizar por mais um ano de vida e dessa vez acrescentar então um "Juízo!" . Eu não sei!
Sei também, meu querido anjo, que agora não me adianta lhe dizer o quanto eu te amo e o quanto estou sentindo sua falta, porque como você mesmo dizia essa hora ia chegar e nós não poderíamos fazer mais nada.
Não posso pular esse dia, não posso voltar ao tempo e sentir seu cheiro novamente, te apertar forte ao receber não seu presente, mas sim seu sorriso mais sincero. Não posso. Então, estou aqui em prantos apenas esperando que você onde que que esteja, tenha alguém que possa ler tudo o que esta escrito aqui para você, como você me pedia para ler suas correspondências.

Obrigada por esses 17 anos de amor... Eu não pude me despedir, mas sei que ainda nos reencontraremos!


Beijos, sua afilhada/neta. 

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

umas 17:37 no paraíso


E se tem momento que vale a pena colecionar, esse é um dos meus preferidos da coleção. Lugar encantadoramente lindo, mais positivo impossível e com o amigo querido. 

domingo, 17 de fevereiro de 2013

23:08 de um horário novo, com cara de 00:08

Outra carta de desabafo. 

Querido (a),

Diferente das outras vezes, dessa vez eu não tenho em mente quem você seja, não por falta de pensar e sim por falta de alguém que de fato entenderá o desespero expressado pela palavras que virão a seguir sem me falar: "Vai ficar tudo bem" ou então debochar e lembrar o quão posso ser fútil por fazer "tempestade em copo d'água" comparado as dificuldades da vida adulta que outras pessoas estão enfrentando, olhando por outros lados, talvez seja realmente fútil, ou não. De fato, eu não vejo hoje contar meus problemas e mostrar o qual complicados eles são, NÃO, eu venho apenas desabafar, ser ouvida e quem sabe, (por mais surreal) receber um abraço apertado e uma compreensão, mesmo que superficial.

Venho por meio desta expressar sentimentos randômicos que nos últimos dias fazem filas para me acompanhar e diferente de um bilhete de apenas ida, parecem ter passagens infinitas na catraca da minha vida nessa ultima semana; Não venho lhe trazer drama, não venho me fazer de coitada, não, quero que seja apenas desatado esse nó que esta presso a dias em minha garganta e que aperta cada desaforo que ouço e cada lagrima que derrubo.
A palavra mais utilizada por mim essa semana talvez tenha sido saudade. Estranho, pois grande parte das coisas que costumo sentir saudade, quando eu as tinha eu simplesmente ignorava. Talvez seja esse o ponto, seja essa coisa de destino e essa seja a hora de dar o valor a aquelas coisas que jamais voltarão. Mas, por mais que muitas vezes eu a diga, digite, pense ou baboseie de maneira em vão, tem uma delas que dói, dói como jamais imaginei que doeria. Essa saudade faz eu ouvir a voz perdida em ondas sonoras de um programa qualquer, ver vultos criamos por minha cabeça no corredor, latidos de felicidade do cachorro que agora chora por não ve-la mais. Dói por cada dia que ela esteve aqui sofrendo sem compreensão e por todos os outros que ela dizia o meu nome esperando entrar por aquela porta de hospital e eu não estava lá, dói por lembrar seu rosto angelical antes de eu lhe dizer seu ultimo adeus, que infelizmente ela não pode escutar. Porém, querido, essa saudade não podemos sanar, mas seu sorriso espalhado pelos retratos em cada comodo dessa casa de lembranças, me faz acreditar que ela esta lá ao lado de quem já se foi a anos sorrindo e olhando por cada um de nós aqui.
Diferente da saudade, um desses ocupadores da minha fila é o desespero. Um desespero diferente que não me lembro de ter visto em outros anos, diferente ao ponto de me levar a sua colega agonia, um casal tão traiçoeiro que chegam de repente fazendo qualquer música preferida parecer infinita. Esse de quem já tentei eliminar seus motivos de me acompanhar, torna a voltar para mostrar que a sua causa é bem diferente do que eu posso imaginar. Desse casal, eu desisti a um tempo.
Em seguida vem a tal da solidão, não essa palavra pesada, que o seu significado ao pé da letra é o de estar isolado do mundo. Não é essa que me acompanha, é aquela que de mãos dadas com o maldito medo olha cada foto de meu passado e presente, e teima em me chatear, fazendo uma historia completa de minhas amizades que já possuem seu começo e meio, mas eles criam um fim, e esses fins estão muitos mais próximos do que deviam ao ver deles. Eu tento fugir.
De uma hora para outra eles costumam se juntar e me atormentar de uma vez só, ou então esperam eu esquecer que estiveram ao meu lado, como uma breve trégua, mas que logo acaba e começa então tudo de novo.
Sei que parece loucura, muita dessas coisas eu jamais conseguirei lhe explicar corretamente, nem a mim, nem a ninguém  Também não venho lhe pedir ajuda, pois sei que são semanas assim que muitas vezes nós dão um rumo a seguir ou fazem nosso caminho mudar totalmente. Eu só espero que isso não passe de uma semana.
Desde já tenho que lhe agradecer por cada minuto perdido ao ler, mas sei que cada palavra lida, cada pergunta feita a si mesmo será um alivio imenso a mim, pois assim saberei que esse desabafo tomou seu devido caminho. Sei também que cada conclusão tomada sobre esse assunto ai em sua mente, positiva ou não, estará desfazendo uma volta nesse enorme e apertado nó que estacionou em minha garganta.
Obrigada, obrigada por "ouvir", por ler mais um desses momentos em que não sei o que fazer. Obrigada.

Quem assim comece então o ano de 2013, já que todo carnaval tem seu fim.

Um Abraço, 

sábado, 16 de fevereiro de 2013

21:56

Em um agosto de magoas, sorrisos breves escondendo a dor, corações estilhaçados, domingos ensolarados em um parque grande do tamanho de nossos sorrisos atuais...



Ela pôde dizer à aquela menina de detalhes tão grandes e fartos:

"Prometo que um dia a gente aprende a ser diferente, a sorrir por ser contente, chorar e ser a gente. Prometo que um dia aquele sol que te incomoda vai brilhar como se nunca houvesse aparecido e nesse dia, menina... vamos sorrir sem nem precisar se preocupar. "





Essa menina pode até não lembrar,  mas ela nunca esquecerá. Hoje as coisas não são como já foram , mas esse 2013 não veio para afasta-las e sim para trazer toda a felicidade prometida e merecida por elas que secaram cada lagrimas que outras pessoas fizeram delinear seus rostos tomados pelas tristezas deixada por 2012.

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sábado, 9 de fevereiro de 2013

23:11

Ele vai ler e não saberá .




Por mais que os primeiros pensamentos dela, com relação a pessoas que mais chamam sua atenção a primeiro momento, se concretizem, mesmo em partes e depois de um certo tempo, com ele não foi diferente. Talvez ainda esta sendo.
Desde a primeira vista ela dizia a si mesmo que não o deixaria passar em branco na vida dela.
Melhor dizendo, não se deixaria passar em branco na vida dele. De algum modo ela queria se fazer notar, mesmo que no presente momento da primeira vista apenas ela estivesse notando-o ali, só, ao seu ver, mas para ele, ela fazia parte apenas daquele grande grupo.
Com o tempo ela conseguiu se fazer notar, não como imaginará, porém o suficiente para deixar alguma memoria em sua mente. Tanto dele em breves momentos, quando dela ao ver e ouvir certas coisas.

Por mais que ela tente repetir seu "dom" e imaginar o que será dali para frente, ela só espera que essa magia que ele trás para seus dias, mesmo raramente, nunca desapareça. Afinal, não é sempre que se conhece tão belo detalhe em alguém tão doce.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

umas 20:45 de muitos meses atrás.

Ela queria a calmaria de um sábado nublado, um sorriso sincero, um sentimento puro, um lugar distante, uma paisagem bonita, uma mente certa, um humor instável, a felicidade presente 24 horas em todos os rostos, queria amigos verdadeiros, lugares perfeitos, momentos inesquecíveis, um rumo, uma base, vários caminhos, a certeza do hoje, a saúde, a perfeição, uma música, um gesto, um abraço apertado, grama, flores, um futuro certo, um coração incerto.

Ela queria ...


terça-feira, 15 de janeiro de 2013

14:27

"Você tem o dom de afastar quem realmente te quer bem e se aproximar de quem finge que se importa" 

Não é a primeira vez, tão pouco será a ultima que ela se lembra de algo dito por aquele rapaz, em um momento nada propicio ou até demais. 
Como não acontecia há tempos, de uma vez veio tudo á sua mente nada organizada, fazendo-a cair em prantos com a facilidade que se soma 1 + 1. 
Por mais que a beleza da paisagem fosse tão grande que nem ao menos uma fotografia conseguiria registar corretamente, o que se passava por dentro era facilmente comparado com um dia de compras de natal na 25 de março que possui beleza apenas aos olhos capitalistas do homem.  De meia duzia de palavras sorteadas pelos seus ouvidos, não se aproveitaria nada. 

Mais uma vez seu coração queria gritar tamanha dor da saudade, porém se contentou apenas com estar no lugar errado, mais uma vez.