;

domingo, 2 de junho de 2013

21:16 de um domingo com cara de três

Dizem aqueles que acreditam na influencia dos astros no modo como agimos, que pessoas nascidas entre um determinado período do ano, que não me recordarei qual, onde esta incluso o tal do dia 22 de março, tem algumas características especificas, mas que no momento destacarei a impaciência.
Não uma simples falta de paciência, mas uma coisa bem maior que toma conta de um "ariano" (como gostam de chamar) quando a rotina toma conta de seus dias.
É um mix de entre a impaciência, agonia. Algo inexplicável que o deixa inquieto a procura de coisas novas. Um fome enorme por novidade.

Eis ai o ponto inicial desse pequeno momento.


Tic tac, tic tac, tic tac.
Tec tec tec tec tec tec
Tum, tum tum, tum.


É bem assim que ele chega sorrateiro, esse tal do desespero, destacando cada menor possível ruido que lhe cercava. Era só o começo, ela sabia bem.
Não se podia pedir licença, ele não respeitava nem o sorriso aberto que algumas fotos conquistaram. Mas é claro, por pouco tempo. Não se podia pedir foco, seus sentidos pareciam entrar em uma pane geral, na qual não queriam se acompanhar, olhava um para cada lado. Até o danado do coração entrava nessa dança e começa a farrear.
Enquanto seus olhos liam, a mente ignorava, pensando naquele tal fulano, por pura rebeldia. Já os dedos batiam um por um nas letras impressas no teclado, tentando terminar aquele trabalho, mas digitando letras perdidas de todo e qualquer nexo. Os ouvidos queriam se controlar e ouvir apenas os seus pensamentos, mas a tv ligada contra a vontade da menina puxavam e lançavam ondas sonoras impossíveis de se gostar e ignorar, por mais que quisesse.
Se já não bastasse tamanha confusão, o coração que a tempos não se dava ao trabalho de falar, resolveu também atrapalhar e gritar constantemente por aqueles pensamentos que ele via passar.
Desligar, entrar em piloto automático, hibernar e impedir do seu corpo se rebelar, ela pensou. Talvez, se a cabeça não tivesse sido mais rápida e ligeira ao esconder o tal do sono e qualquer parente seu que pudesse se encontrar por lá.
Restou então enfrentar...


sábado, 11 de maio de 2013

12:43


Ela ainda cultiva amor por bancos


PARTE I


Em novos mundos, as regras mudam. Não que ela jogasse de acordo com as regras do seu mundo anterior.
Ela, que não costuma ser boa em muitas coisas, não era a mestre em seguir as "regras". Ela simplesmente vivia do seu modo, infingido-as de modo corriqueiro e sem intenção alguma.
Por todos seus tropeços e quedas, desta vez ela resolvera então tentar seguir as regras dessa nova atmosfera, mas seu jeito desajeitado, meio torto e  nunca passara despercebido em meio a suas tentativas.

(...)

segunda-feira, 6 de maio de 2013

00:51 entre os sonhos repetidos


Era dia, o sol brilhava como nunca havia brilhado antes. Encontrei-me em uma atmosfera diferente de tudo que já havia visto, conhecido ou estudado, pensei estar perdida, mas logo um rosto amigo surgiu em meio ao calor que nos deixava tonto, não conseguia nomear o tal amigo que aparecerá, mas sabia que era alguém especial para mim. Começamos a caminhar por uma estrada de pedras que parecia não ter fim, em nossa volta só conseguíamos ver a um palmo de distancia devido à poeira fina que nos cercava. O silencio tomava conta de nossas mentes. Mal conseguíamos ouvir o som de nossa respiração. Até que senti em meus pés algo úmido e frio, nesse momento não conseguia mais expressar nenhuma emoção, um imenso medo tomou conta do meu eu, temi pelo que viria a acontecer. Senti mãos quentes e ásperas tocarem as minhas, mas nada conseguia ver, fechei meus olhos e por aquele momento me senti segura, como se nada mais pudesse me atingir. Instantes depois abri meus olhos, mas dessa vez me encontrei, estava em minha cama, ao meu lado estava ele que dessa vez o reconheci, o rosto amigo, segurava minhas mãos e olhava fixamente em meus olhos, sorrindo como uma criança ingênua ao ganhar seu doce favorito. Olhar para aqueles olhos brilhando me fez esquecer do mundo e os problemas.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

00:49

Você veio para provar coisas para essa garota de cabeça dura.

Veio e sei que bem diferente do que ela acha, não irá tão fácil assim, pelo menos não para a cabeça dela.

Chegou e provou que todos estão muito mais do que corretos com o famoso: "cuidado com o que desejas, pois pode tornar-se realidade", ela sempre desejou aquela neura toda, mas quando a teve viu que a vida não é tão bonita assim como ela imaginava daquele lado, e que nem toda complicação é linda de desvendar.

Um pouco diferente das outras vezes, ela tomou decisões rápido demais e agora fica pensando a casa segundo sobre cada detalhe que antes a tinha feito pensar em deixar como estava. E ela diz, mas ouvir aquela voz não ajuda de nada ela acreditar que foi o certo.

quinta-feira, 21 de março de 2013

23:33

Um carta para o céu. 


Querida Vó,



Falta de educação a minha não lhe dar bença logo ao pensar em você, não é? Logo eu que chegava a lhe pedir benção mais de 5 vezes ao dia apenas pelo prazer de lembrar como era lhe ouvir dizer aquele cansado e doce "Deus te abençoe". Você nem imagina o quanto eu sinto falta todos os santo dias dessa frase vinda de ti.
Você foi embora e mais uma vez estava certa ao dizer que um dia iria embora e nossas vidas virariam de pernas para o ar sem você aqui; Não acreditávamos, pois nunca imaginávamos que você nós deixaria assim tão rapidamente. Seu cheiro ainda invade aquele quarto toda manha.
Hoje eu venho falar de algo muito maior que a saudade, algo inexplicável que toma conta de mim toda vez que citamos teu nome, quando algum detalhe nesse nosso lar me traz a sensação de que você acabou de chegar dessa sua longa viagem. É, dona Maria, faltam menos de 20 minutos para essa sua menina que você pegou no colo, batizou, cativou, mimou, amou acima de tudo completar então fazer seus 18 anos. Esses 18 anos que toda criança sonha em fazer e que você sempre me alertou que não passava de um sonho tolo, que quando eu chegasse neles eu sentiria na pele o que é ser gente grande e desejaria ser criança novamente. Ele chegou. E se não já triste por si só, ele vem com o gosto mais amargo de pitanga azeda em minha boca a cada lembrança de que esse será meu primeiro ano sem o seu "Que Deus te abençoe, parabéns!" , junto com uma lembrança que sempre se fazia necessária.
Esse ano eu não estava desejando passar por esse dia, podia simplesmente pular-lo, porque eu realmente não sei como vai ser não poder esperar para qualquer hora do dia você vir com aquele seu sorriso meio escondido, seu abraço meio desajeitado  suas palavras sempre tão sabias e me parabenizar por mais um ano de vida e dessa vez acrescentar então um "Juízo!" . Eu não sei!
Sei também, meu querido anjo, que agora não me adianta lhe dizer o quanto eu te amo e o quanto estou sentindo sua falta, porque como você mesmo dizia essa hora ia chegar e nós não poderíamos fazer mais nada.
Não posso pular esse dia, não posso voltar ao tempo e sentir seu cheiro novamente, te apertar forte ao receber não seu presente, mas sim seu sorriso mais sincero. Não posso. Então, estou aqui em prantos apenas esperando que você onde que que esteja, tenha alguém que possa ler tudo o que esta escrito aqui para você, como você me pedia para ler suas correspondências.

Obrigada por esses 17 anos de amor... Eu não pude me despedir, mas sei que ainda nos reencontraremos!


Beijos, sua afilhada/neta. 

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

umas 17:37 no paraíso


E se tem momento que vale a pena colecionar, esse é um dos meus preferidos da coleção. Lugar encantadoramente lindo, mais positivo impossível e com o amigo querido. 

domingo, 17 de fevereiro de 2013

23:08 de um horário novo, com cara de 00:08

Outra carta de desabafo. 

Querido (a),

Diferente das outras vezes, dessa vez eu não tenho em mente quem você seja, não por falta de pensar e sim por falta de alguém que de fato entenderá o desespero expressado pela palavras que virão a seguir sem me falar: "Vai ficar tudo bem" ou então debochar e lembrar o quão posso ser fútil por fazer "tempestade em copo d'água" comparado as dificuldades da vida adulta que outras pessoas estão enfrentando, olhando por outros lados, talvez seja realmente fútil, ou não. De fato, eu não vejo hoje contar meus problemas e mostrar o qual complicados eles são, NÃO, eu venho apenas desabafar, ser ouvida e quem sabe, (por mais surreal) receber um abraço apertado e uma compreensão, mesmo que superficial.

Venho por meio desta expressar sentimentos randômicos que nos últimos dias fazem filas para me acompanhar e diferente de um bilhete de apenas ida, parecem ter passagens infinitas na catraca da minha vida nessa ultima semana; Não venho lhe trazer drama, não venho me fazer de coitada, não, quero que seja apenas desatado esse nó que esta presso a dias em minha garganta e que aperta cada desaforo que ouço e cada lagrima que derrubo.
A palavra mais utilizada por mim essa semana talvez tenha sido saudade. Estranho, pois grande parte das coisas que costumo sentir saudade, quando eu as tinha eu simplesmente ignorava. Talvez seja esse o ponto, seja essa coisa de destino e essa seja a hora de dar o valor a aquelas coisas que jamais voltarão. Mas, por mais que muitas vezes eu a diga, digite, pense ou baboseie de maneira em vão, tem uma delas que dói, dói como jamais imaginei que doeria. Essa saudade faz eu ouvir a voz perdida em ondas sonoras de um programa qualquer, ver vultos criamos por minha cabeça no corredor, latidos de felicidade do cachorro que agora chora por não ve-la mais. Dói por cada dia que ela esteve aqui sofrendo sem compreensão e por todos os outros que ela dizia o meu nome esperando entrar por aquela porta de hospital e eu não estava lá, dói por lembrar seu rosto angelical antes de eu lhe dizer seu ultimo adeus, que infelizmente ela não pode escutar. Porém, querido, essa saudade não podemos sanar, mas seu sorriso espalhado pelos retratos em cada comodo dessa casa de lembranças, me faz acreditar que ela esta lá ao lado de quem já se foi a anos sorrindo e olhando por cada um de nós aqui.
Diferente da saudade, um desses ocupadores da minha fila é o desespero. Um desespero diferente que não me lembro de ter visto em outros anos, diferente ao ponto de me levar a sua colega agonia, um casal tão traiçoeiro que chegam de repente fazendo qualquer música preferida parecer infinita. Esse de quem já tentei eliminar seus motivos de me acompanhar, torna a voltar para mostrar que a sua causa é bem diferente do que eu posso imaginar. Desse casal, eu desisti a um tempo.
Em seguida vem a tal da solidão, não essa palavra pesada, que o seu significado ao pé da letra é o de estar isolado do mundo. Não é essa que me acompanha, é aquela que de mãos dadas com o maldito medo olha cada foto de meu passado e presente, e teima em me chatear, fazendo uma historia completa de minhas amizades que já possuem seu começo e meio, mas eles criam um fim, e esses fins estão muitos mais próximos do que deviam ao ver deles. Eu tento fugir.
De uma hora para outra eles costumam se juntar e me atormentar de uma vez só, ou então esperam eu esquecer que estiveram ao meu lado, como uma breve trégua, mas que logo acaba e começa então tudo de novo.
Sei que parece loucura, muita dessas coisas eu jamais conseguirei lhe explicar corretamente, nem a mim, nem a ninguém  Também não venho lhe pedir ajuda, pois sei que são semanas assim que muitas vezes nós dão um rumo a seguir ou fazem nosso caminho mudar totalmente. Eu só espero que isso não passe de uma semana.
Desde já tenho que lhe agradecer por cada minuto perdido ao ler, mas sei que cada palavra lida, cada pergunta feita a si mesmo será um alivio imenso a mim, pois assim saberei que esse desabafo tomou seu devido caminho. Sei também que cada conclusão tomada sobre esse assunto ai em sua mente, positiva ou não, estará desfazendo uma volta nesse enorme e apertado nó que estacionou em minha garganta.
Obrigada, obrigada por "ouvir", por ler mais um desses momentos em que não sei o que fazer. Obrigada.

Quem assim comece então o ano de 2013, já que todo carnaval tem seu fim.

Um Abraço,