Não que eu não tenha tentado escrever antes. Nem que eu não tenha motivos para isso.
Como você na minha vida, escrever sobre a sua pessoa é mais complexo do que se pode ver. Mas quando se deixa levar por esse sorriso, não tem pessoa que não se encante e se perca um pouco ali, nos segundos que somos contemplados por esse ato tão singelo e cativante. Não tem inimizade, tristeza ou dor que teime em existir nesses segundos do seu sorriso. Não qualquer sorriso, mas esse. Esse mesmo que tive a sorte grande de captar dia desses.
Você chegou, francano, a um bom tempo. Como quem não queria nada, e que não viera para grande estadia. Trouxe mala de mão, jogou minhas certezas machucadas para o canto, com todo seu tamanho foi se ajeitando, gastou as horas como quem fosse ficar na primeira, desdenhou como quem confirmasse sua estadia breve, e de repente enfincou suas raizes rasas em minhas terras surradas. Mostrou que na mala de mão tinha tudo que precisava para ficar o quanto precisasse. Sentiu-se em casa e fez do espaço bagunçado do meu coração, lar. Não fez sua morada, mas sim um daqueles lares feito republicas, que por mais que não sejam eternos, são nosso lar pelo tempo que precisar. E aqui está.
Eu que me deixei ganhar, sem muita resistência, ignorei a bagunça diária dentro das minhas velhas certezas, me deixei aprender seus novos jeitos de viver. Novos para mim.
Aprendi um novo método de gostar. Nada dentro dos padrões que eu carregava na bagagem, mas que tu me afirmava ser o único jeito possível.
Acreditei e embarquei nessa viagem muito louca que é gostar de você. Que é viver agoniada com a certeza do seu atraso, mas com uma pontinha de esperança da pontualidade. Que é abrir mão da atenção diária e acostumar com a falta de resposta rápida, mas ainda com a esperança de um "oi mozi" perdido por ali. Que é diariamente treinar a paciência com cada frase ignorada com a sua atenção voltada para qualquer outra pauta rs.
Mas que é também comida boa depois de uma semana corrida sem tempo de respirar. Que é carinho e cuidado durante um resfriado que só eu sei. Que é a rotina de dividir um colchão de solteiro e achar que foi feito para nos dois de tão bem. Que é fins de semana em franca. Que é família, amigos e afilhadas. Que é seus trejeitos que são opostos aos meus.
É uma porção de tantas coisas, ainda inumeradas, que me fazem ficar.
É você sorrindo assim em cada coisa idiota que eu faço só para ter alguns disso tudo em um simples gesto singular e tão seu.
Não somos, nem de longe, o melhor casal que existe. Nem mesmo os melhores namorados possíveis. Mas, francano, enquanto houver esse sorriso destinado a mim... ta tudo bem.
Obrigada pela paciência. E a falta dela rs
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domingo, 18 de junho de 2017
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017
11:49
Eu to querendo a escrever a tempos. Parei e notei que eu só tenho coisas a dizer quanto sinto demais: Amor demais, tristeza demais, raiva demais, decepção demais, confusão demais...
Talvez eu andasse sem sentir nada, ou sentindo nada perto dos meus limites. Ou talvez eu tenha, esse tempo todo, guardado tudo isso aqui, nesse peito que mal abriga bem meu coração ou o resto que sobrou dele.
Hoje que resolvi quebrar o silêncio. Sinto aquela confusão de "por onde começar?", já que tantos limites estão sendo ultrapassados, e me faltam palavras e tempo para falar de tanta coisa ao mesmo tempo.
Viver no limite é uma bosta, mas viver sem sentir é pior ainda.
Hoje meus olhos inchados falam por mim, enquanto eu ponho as ideias no lugar e volto aqui aos poucos para transformar todos os limites em escritas confusas que fazem sentido apenas para mim.
Enquanto isso... os olhos continuam inchados, o sono continua maior que eu, e o as gargalhadas cada vez mais espaçadas no espaço tempo
segunda-feira, 25 de julho de 2016
Carta não enviada, sem destino.
Amigo,
Sabe, faz tempos que não tenho vontade de escrever. Nesse meio tempo, de quase dois anos, eu revirei esse blog como quem olha as fotos da infância, recordando cada frase digitada por cada situação vivida. É louco.
A Amanda que escreve hoje, querido, não é nem de longe a Amanda que escreveu o último texto que aqui se encontra e que não me recordo bem se você chegou a ler.
A Amanda que te escreve hoje não é a Amanda que você conheceu, como você com certeza não é o mesmo daquela tarde pacata.
Sabe, não consegui escrever um mísero rascunho nesse blog nesse meio tempo, mas sabe quantos papéis viraram rascunho e se perderam na escuridao do lixo cibernetico destinados a você nesse meio tempo? Não me recordo bem, pois parei de contat depois da trigésima.
Talvez seja pura ilusão a minha que as minhas rotinas ainda lhe interessem, querido. Talves seja pura ilusão a minha que se um desses meua rasculhos contanto qualquer coisa corriqueira com minha dramatização normal, fosse de fato enviado que você ainda se interessaria e retornaria empolgado com suas conclusões racionais sobre os meua fatos subjetivos. Ou será pura ilusão a minha que um dia tal empolgação existiu? Eu prefiro acreditar que sim.
A verdade, querido, é que aquele café ta de pé e que cada ano que passa ele parece mais irreal e isso é louco. A verdade é que nossa mente nos engana da maneira que queremos, e a minha quer acreditar que ainda importa.
Eu deixei todas as certezas para trás e embarquei em um mundo maluco, você não tem ideia! O mundo adulto é uma loucura daquelas horríveis, que te fazem querer ficar na cama todo dia e agarrar os joelhos em quanto chora querendo voltar ao ventre que nos acolheu por meses. Acho que aquela época eu ainda vivia na minha redoma de um mundo ideal, que eu tentei levar a ti e a todos a minha volta e que de repente se quebrou e não consegui maia compartilhar. Você me avisou, é fato. É você continua vivendo a aquela vida adulta certa e cheia de certezas? Que louco não saber...
Além das certezas que deixei para trás, comecei a tentar me arriscar e querido, deu merda. DEU MUITA MERDA! E as vezes procuro colos para chorar, para lamentar e nem sempre encontro aquilo que procuro. É louco, mas ainda estou perdida nesse mar que me arrisquei e não sei mais como sair dele. Você com certeza diria: Eu AVISEI! E avisou, não é? Demorou, mas toda a merda que voce previu, eu fiz. Até que achei, em alguns momentos, que não faria, mas você me conheceu bem e uma hora isso ia acontecer, e aconteceu. E demorei 1 ano e 9 meses para isso. Não é louco?
A verdade é que agora eu não sei quem eu sou, quem eu fui e o que de fato foi real até aqui. Ou o que vai ser daqui para frente. Diferente de você que tinha toda a vida planejada, eu tentei, mas mergulhei no mar de indecisão e aqui estou. Desculpa por duvidar disso. Mas você nunca foi o dono da razão como sempre acreditou e acredito que trm aprendido isso também. Não é louco?
A vida é uma caixinha de surpresas e nossas certezas viram incertezas em um piscar de olhos. Nunca duvide disso. Que a vida lhe ensine que as vezes sair do plano pode valer e muito a pena!
Voa! Voa alto, voa longe! Conquista todo esse mundão que é seu. Tira esses medos e inseguranças das suas costas e arrisca também! Vai! Só vai! E quem sabe um dia volta, escreve e esquece de apagar. Me envia. Que eu sempre vou torcer por você, amigo.
Até breve,
Amanda
Sabe, faz tempos que não tenho vontade de escrever. Nesse meio tempo, de quase dois anos, eu revirei esse blog como quem olha as fotos da infância, recordando cada frase digitada por cada situação vivida. É louco.
A Amanda que escreve hoje, querido, não é nem de longe a Amanda que escreveu o último texto que aqui se encontra e que não me recordo bem se você chegou a ler.
A Amanda que te escreve hoje não é a Amanda que você conheceu, como você com certeza não é o mesmo daquela tarde pacata.
Sabe, não consegui escrever um mísero rascunho nesse blog nesse meio tempo, mas sabe quantos papéis viraram rascunho e se perderam na escuridao do lixo cibernetico destinados a você nesse meio tempo? Não me recordo bem, pois parei de contat depois da trigésima.
Talvez seja pura ilusão a minha que as minhas rotinas ainda lhe interessem, querido. Talves seja pura ilusão a minha que se um desses meua rasculhos contanto qualquer coisa corriqueira com minha dramatização normal, fosse de fato enviado que você ainda se interessaria e retornaria empolgado com suas conclusões racionais sobre os meua fatos subjetivos. Ou será pura ilusão a minha que um dia tal empolgação existiu? Eu prefiro acreditar que sim.
A verdade, querido, é que aquele café ta de pé e que cada ano que passa ele parece mais irreal e isso é louco. A verdade é que nossa mente nos engana da maneira que queremos, e a minha quer acreditar que ainda importa.
Eu deixei todas as certezas para trás e embarquei em um mundo maluco, você não tem ideia! O mundo adulto é uma loucura daquelas horríveis, que te fazem querer ficar na cama todo dia e agarrar os joelhos em quanto chora querendo voltar ao ventre que nos acolheu por meses. Acho que aquela época eu ainda vivia na minha redoma de um mundo ideal, que eu tentei levar a ti e a todos a minha volta e que de repente se quebrou e não consegui maia compartilhar. Você me avisou, é fato. É você continua vivendo a aquela vida adulta certa e cheia de certezas? Que louco não saber...
Além das certezas que deixei para trás, comecei a tentar me arriscar e querido, deu merda. DEU MUITA MERDA! E as vezes procuro colos para chorar, para lamentar e nem sempre encontro aquilo que procuro. É louco, mas ainda estou perdida nesse mar que me arrisquei e não sei mais como sair dele. Você com certeza diria: Eu AVISEI! E avisou, não é? Demorou, mas toda a merda que voce previu, eu fiz. Até que achei, em alguns momentos, que não faria, mas você me conheceu bem e uma hora isso ia acontecer, e aconteceu. E demorei 1 ano e 9 meses para isso. Não é louco?
A verdade é que agora eu não sei quem eu sou, quem eu fui e o que de fato foi real até aqui. Ou o que vai ser daqui para frente. Diferente de você que tinha toda a vida planejada, eu tentei, mas mergulhei no mar de indecisão e aqui estou. Desculpa por duvidar disso. Mas você nunca foi o dono da razão como sempre acreditou e acredito que trm aprendido isso também. Não é louco?
A vida é uma caixinha de surpresas e nossas certezas viram incertezas em um piscar de olhos. Nunca duvide disso. Que a vida lhe ensine que as vezes sair do plano pode valer e muito a pena!
Voa! Voa alto, voa longe! Conquista todo esse mundão que é seu. Tira esses medos e inseguranças das suas costas e arrisca também! Vai! Só vai! E quem sabe um dia volta, escreve e esquece de apagar. Me envia. Que eu sempre vou torcer por você, amigo.
Até breve,
Amanda
quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
Novamente eu sou Prisioneiro.
Prisioneira de um amor (in)finito.
É simples, não acreditamos, achamos loucura e até rimos de terceiros, até que ele chega. Não pede licença. Pode chegar chegando, vir de mansinho, levar anos pra das as caras ou chegar bagunçando sua vida, como aconteceu comigo.
Você não acredita nesse tal de amor, até que ele te pega de jeito, do jeito que mesmo você não o querendo, ele impregna, gruda. Você foge, você corre, não aceita, até que acorda nos braços de quem o trouxe. Ai, meu amigo, é tarde demais para fazer o que quer que seja.
Você mergulha. Mergulha como se não houve o amanhã, mergulha com as expectativas, com os desejos, com sua bagagem de vida toda. Você mergulha tão fundo com tudo que não percebe quanta falta de ar sentirá caso precise voltar a superfície. Corações aventureiros, em seu primeiro, segundo mergulho , agem assim.
Até que aquele mar de paixão vai mudando, você muda, ele muda e com vocês o amor também. Você sente a necessidade de respirar fora, sente vontade de simplesmente respirar sem aparelhos. Mas não é bem assim.
Depois de tanto tempo de mergulho, hoje estou para fora. Passei tanto tempo submersa que estranho o mundo agora.
O amor não me deixou, e por isso eu ainda corro tentando voltar para aqueles braços que me envolviam toda manha. Aqueles braços que me ampararam quando tive frio, me carregaram quando tive dor, me ergueram quando cai. Braços que vinham com o coração que foi meu, foi meu enquanto o meu estava em seu lugar. Coração que vivia em um lugar frio, mas que o esquentei, da mesma forma que o vejo esfriar.
Eu me recuso a dizer que esse é o fim. Eu reluto, luto. Luto, porque como todo prisioneiro, eu não quero me libertar, pois ainda acredito que vai voltar a chover, chover no meu coração que secou, chover pra voltar a florecer aquelas botões de amor, que não morreram, apenas precisam ser renovados.
Sei bem que os opostos se atraem, eles aprendem a lidar com as diferenças, aprendem juntos e crescem. Aprendem, não mudam para serem iguais, pois quando iguais, não haverá mais atração.
Para variar, meu bem, você não esta mais comigo, para piorar, eu continuo errando, e você continua teimando em não ouvir seu coração, que por mais machucado, como o meu, , acredito que ainda quer estar junto a mim.
O tempo passa e eu fico aqui "rezando para um dia você se encontrar e perceber que o que falta em você sou eu" .
Porque no fim das contas, menino, o casamento perfeito acontece entre o racional e o emotivo.
Prisioneira de um amor (in)finito.
É simples, não acreditamos, achamos loucura e até rimos de terceiros, até que ele chega. Não pede licença. Pode chegar chegando, vir de mansinho, levar anos pra das as caras ou chegar bagunçando sua vida, como aconteceu comigo.
Você não acredita nesse tal de amor, até que ele te pega de jeito, do jeito que mesmo você não o querendo, ele impregna, gruda. Você foge, você corre, não aceita, até que acorda nos braços de quem o trouxe. Ai, meu amigo, é tarde demais para fazer o que quer que seja.
Você mergulha. Mergulha como se não houve o amanhã, mergulha com as expectativas, com os desejos, com sua bagagem de vida toda. Você mergulha tão fundo com tudo que não percebe quanta falta de ar sentirá caso precise voltar a superfície. Corações aventureiros, em seu primeiro, segundo mergulho , agem assim.
Até que aquele mar de paixão vai mudando, você muda, ele muda e com vocês o amor também. Você sente a necessidade de respirar fora, sente vontade de simplesmente respirar sem aparelhos. Mas não é bem assim.
Depois de tanto tempo de mergulho, hoje estou para fora. Passei tanto tempo submersa que estranho o mundo agora.
O amor não me deixou, e por isso eu ainda corro tentando voltar para aqueles braços que me envolviam toda manha. Aqueles braços que me ampararam quando tive frio, me carregaram quando tive dor, me ergueram quando cai. Braços que vinham com o coração que foi meu, foi meu enquanto o meu estava em seu lugar. Coração que vivia em um lugar frio, mas que o esquentei, da mesma forma que o vejo esfriar.
Eu me recuso a dizer que esse é o fim. Eu reluto, luto. Luto, porque como todo prisioneiro, eu não quero me libertar, pois ainda acredito que vai voltar a chover, chover no meu coração que secou, chover pra voltar a florecer aquelas botões de amor, que não morreram, apenas precisam ser renovados.
Sei bem que os opostos se atraem, eles aprendem a lidar com as diferenças, aprendem juntos e crescem. Aprendem, não mudam para serem iguais, pois quando iguais, não haverá mais atração.
Para variar, meu bem, você não esta mais comigo, para piorar, eu continuo errando, e você continua teimando em não ouvir seu coração, que por mais machucado, como o meu, , acredito que ainda quer estar junto a mim.
O tempo passa e eu fico aqui "rezando para um dia você se encontrar e perceber que o que falta em você sou eu" .
Porque no fim das contas, menino, o casamento perfeito acontece entre o racional e o emotivo.
quinta-feira, 13 de novembro de 2014
quarta-feira, 24 de setembro de 2014
Ponto de (re) partida.
Você só pode entender o que é significado de espaço quando você ganha o seu. Mas não fisicamente.
Haesbaert sabia muito bem sobre adquirirmos novas territorialidades e tudo que um espaço físico significava para uma cultura. Eu criei a minha.
Sabe-se que republicas são efêmeras, seu intuito único e exclusivo é o de abrigar jovens que estudam longe de suas residencias fixas. Fácil. Mas não foi bem assim para mim. Eu nunca morei em uma republica, a principio, a unica desculpa para sair de casa era a de que a Universidade é fora de mão da residencia fixa da família. Verdade. Foi assim que minha vida tomou um rumo em 2013.
Montar uma republica com os amigos novos da faculdade me parecia o paraíso, porém o mundo imobiliário encarra todos universitários como ponteciais destruidores de casas, o que dificultou o plano inicial. Faltando poucas semanas para o inicio das aulas, uma luz no fim do túnel em forma de Vaga em Republica me apareceu. Ao visita-la eu já sabia que seria ali então onde eu residiria, e assim, em menos de duas semanas eu cheguei, com uma mala e três caixas que se resumiam em tudo que eu tinha em casa. Os moveis que nunca tive chegaram junto comigo e foram montados no mesmo dia. Eu dividiria o apartamento com mais uma moça, que até então era um tanto quanto desconhecida para mim e que ao mesmo tempo que eu entrava com o pé direito no apartamento, ela embarcava para fora do pais. Resultado: Eu, bixete em um novo apartamento, sem aula e com dois gatos rs
Eu não conseguiria escrever nem expressar aqui em palavras tudo que passei nessas 62 semanas de Rep Whiskas. Nem se eu quisesse conseguiria explicar tudo que ela significou e significa para mim.
Eu sei que tudo que aprendi, adquiri e cresci nesses dias são tão grandes que nem mesmo todas as lagrimas que derrubei desde a primeira vez que soube que deixaria esse lugar seriam o suficientes.
Eu vim de cabeça aberta esperando o mundo universitário me mostrar o que fazer... Eu não sabia metade das coisas que sei, não tinha vivido metade do que vivi, vim de um 2012 repleto de perdas e dores, mas em 2013 eu vivi! Vivi minha "adolescência" das descobertas, de saber quem eu era, o que eu queria, vivi minha infância ao passar horas e mais horas jogando meus jogos de tabuleiro que desde pequena tive, mas nunca tive com quem jogar, fiz amigos fazendo mimica, sai para minhas primeiras baladas, dormi minhas primeiras noites fora de casa e também passei fora de casa minhas primeiras noites sem dormir, conheci pessoas incriveis de historias e lugares que nunca pensei conhecer, aprendi a lidar com os estudos, sofri, reprovei, chorei, chorei e chorei, descobri minha alergia por gatos, mas ao mesmo tempo os amei, ouvi historias e mais historias, fiz festas, roles de quinta, de sexta, de sábado e de domingo, bebi, vomitei, amei, amei, amei, e chorei, conheci meu noivo, mais uma porção de coisas, e você até pode duvidar, mas tudo isso nesse espaço que me acolheu desde o principio, onde pude finalmente ter o quarto que nunca tive, ter as irmãs que não escolhi e crescer como eu nunca imaginei.
Foram 62 semanas, 62 ótimas semanas. Eu tenho apenas a agradecer a todos que fizeram parte disso desde o principio. Dos imagem e ação, das brigas, dos bate papos até a madrugada, os choros, os risos e por tudo isso que eu fiz minhas malas com um vazio tão grande, mas tão grande, mas eu sei que com uma bagagem imensa e positiva que serei ETERNAMENTE grata. E pode ter certeza que toda vida lembrarei, cada vez que passar em frente ao pombal lembrarei de como fui feliz naquele pequeno quarto que pude chamar de meu.
Obrigada.
Haesbaert sabia muito bem sobre adquirirmos novas territorialidades e tudo que um espaço físico significava para uma cultura. Eu criei a minha.
Sabe-se que republicas são efêmeras, seu intuito único e exclusivo é o de abrigar jovens que estudam longe de suas residencias fixas. Fácil. Mas não foi bem assim para mim. Eu nunca morei em uma republica, a principio, a unica desculpa para sair de casa era a de que a Universidade é fora de mão da residencia fixa da família. Verdade. Foi assim que minha vida tomou um rumo em 2013.
Montar uma republica com os amigos novos da faculdade me parecia o paraíso, porém o mundo imobiliário encarra todos universitários como ponteciais destruidores de casas, o que dificultou o plano inicial. Faltando poucas semanas para o inicio das aulas, uma luz no fim do túnel em forma de Vaga em Republica me apareceu. Ao visita-la eu já sabia que seria ali então onde eu residiria, e assim, em menos de duas semanas eu cheguei, com uma mala e três caixas que se resumiam em tudo que eu tinha em casa. Os moveis que nunca tive chegaram junto comigo e foram montados no mesmo dia. Eu dividiria o apartamento com mais uma moça, que até então era um tanto quanto desconhecida para mim e que ao mesmo tempo que eu entrava com o pé direito no apartamento, ela embarcava para fora do pais. Resultado: Eu, bixete em um novo apartamento, sem aula e com dois gatos rs
Eu não conseguiria escrever nem expressar aqui em palavras tudo que passei nessas 62 semanas de Rep Whiskas. Nem se eu quisesse conseguiria explicar tudo que ela significou e significa para mim.
Eu sei que tudo que aprendi, adquiri e cresci nesses dias são tão grandes que nem mesmo todas as lagrimas que derrubei desde a primeira vez que soube que deixaria esse lugar seriam o suficientes.
Eu vim de cabeça aberta esperando o mundo universitário me mostrar o que fazer... Eu não sabia metade das coisas que sei, não tinha vivido metade do que vivi, vim de um 2012 repleto de perdas e dores, mas em 2013 eu vivi! Vivi minha "adolescência" das descobertas, de saber quem eu era, o que eu queria, vivi minha infância ao passar horas e mais horas jogando meus jogos de tabuleiro que desde pequena tive, mas nunca tive com quem jogar, fiz amigos fazendo mimica, sai para minhas primeiras baladas, dormi minhas primeiras noites fora de casa e também passei fora de casa minhas primeiras noites sem dormir, conheci pessoas incriveis de historias e lugares que nunca pensei conhecer, aprendi a lidar com os estudos, sofri, reprovei, chorei, chorei e chorei, descobri minha alergia por gatos, mas ao mesmo tempo os amei, ouvi historias e mais historias, fiz festas, roles de quinta, de sexta, de sábado e de domingo, bebi, vomitei, amei, amei, amei, e chorei, conheci meu noivo, mais uma porção de coisas, e você até pode duvidar, mas tudo isso nesse espaço que me acolheu desde o principio, onde pude finalmente ter o quarto que nunca tive, ter as irmãs que não escolhi e crescer como eu nunca imaginei.
Foram 62 semanas, 62 ótimas semanas. Eu tenho apenas a agradecer a todos que fizeram parte disso desde o principio. Dos imagem e ação, das brigas, dos bate papos até a madrugada, os choros, os risos e por tudo isso que eu fiz minhas malas com um vazio tão grande, mas tão grande, mas eu sei que com uma bagagem imensa e positiva que serei ETERNAMENTE grata. E pode ter certeza que toda vida lembrarei, cada vez que passar em frente ao pombal lembrarei de como fui feliz naquele pequeno quarto que pude chamar de meu.
Obrigada.
sexta-feira, 29 de agosto de 2014
Rezando a luz do dia
Já diria Lisbela ao Prisioneiro: " Você só me ensinou a te quer e te querendo eu vou tentando me encontrar".
Lisbela era uma moça que sabia o que dizia, e dessa vez sou Lisbela. Não! Sou prisioneira, prisioneira de ti! De mim e do tempo que teima em não passar quando passo a conta-lo. É fácil, se me diz que virá as cinco, as quatro eu ficarei feliz, pois nesse resto de tempo estarei ocupada demais esperando as horas passarem de seu ultimo "tchau"até seu próximo "oi,amor!".
Você não sabe. Dorme feito criança em meu braços ou longe deles. Ao contrario de mim, que, como com o tempo, vivo brigando com o sono quando seus braços não me envolvem.
De depende, se já não bastasse tanta confusão, a insônia caminha ao meu lado, como se fosse minha fiel escudeira e assim só me resta rezar para que o dia venha logo , nos iluminando e te trazendo de volta para onde nunca devia ter saído: Do meu lado.
Meu bem, saudade é pra quem tem!
Lisbela era uma moça que sabia o que dizia, e dessa vez sou Lisbela. Não! Sou prisioneira, prisioneira de ti! De mim e do tempo que teima em não passar quando passo a conta-lo. É fácil, se me diz que virá as cinco, as quatro eu ficarei feliz, pois nesse resto de tempo estarei ocupada demais esperando as horas passarem de seu ultimo "tchau"até seu próximo "oi,amor!".
Você não sabe. Dorme feito criança em meu braços ou longe deles. Ao contrario de mim, que, como com o tempo, vivo brigando com o sono quando seus braços não me envolvem.
De depende, se já não bastasse tanta confusão, a insônia caminha ao meu lado, como se fosse minha fiel escudeira e assim só me resta rezar para que o dia venha logo , nos iluminando e te trazendo de volta para onde nunca devia ter saído: Do meu lado.
Meu bem, saudade é pra quem tem!
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